Se algum dia publicar
Levo tamanha ripada
Tal como craque ao marcar
Golo na baliza errada
Mas pelo sim pelo não
Hei-de a crítica enganar
Agarro num garrafão
Mas não para subornar
Será mais para o saber
Subir às suas cabeças
Bem na hora do escrever
As suas belas setenças
Não rima não interessa
O que conta é no jornal
Aparecer junto à peça
Minha foto genial
sábado, 31 de maio de 2008
terça-feira, 27 de maio de 2008
7.
(É só para manter a sequência. Estes versitos já são antigos.)
Eram sete bem contados
Seis fardados e um não
Cinco ao não encostados
O outro de pica na mão
Este último abre o buraco
E seis olham para o chão
E se um soa no sovaco
Os outros é na visão
Eram sete bem contados
Seis fardados e um não
Cinco ao não encostados
O outro de pica na mão
Este último abre o buraco
E seis olham para o chão
E se um soa no sovaco
Os outros é na visão
domingo, 25 de maio de 2008
Epístola 13
(Resposta, a 25.05.2008, a um comentário posto no meu blog a 17.05.2008, à Epístola 5 de Maria José Limeira)
Maria José Limeira
Belo nome musical
Passei minha vida inteira
Procurando um nome igual
Mas deram-me este Vilaça
Que me arrepia e me enfada
É mesmo um nome sem graça
Feito de cana rachada
Maria José Limeira
Belo nome musical
Passei minha vida inteira
Procurando um nome igual
Mas deram-me este Vilaça
Que me arrepia e me enfada
É mesmo um nome sem graça
Feito de cana rachada
Epístola 12
(Resposta, a 25.05.2008, a um comentário posto no blog www.euxz.blogspot.com, de Xavier Zarco, recusando um convite)
Infelizmente não posso
Vou para a santa terrinha
Dedicar-me doi-me o osso
À agricultura tadinha
Que por mim muito me aguarda
Mas mais me aguarda o coitado
Que a enxada tem à guarda
Por tanto me ver cansado
Infelizmente não posso
Vou para a santa terrinha
Dedicar-me doi-me o osso
À agricultura tadinha
Que por mim muito me aguarda
Mas mais me aguarda o coitado
Que a enxada tem à guarda
Por tanto me ver cansado
Epístola 11
(Resposta, a 25.05.2008, a um comentário posto no blog www.euxz.blogspot.com, de Alberto Barreno)
Tantas palminhas meu deus
Que até fico logo tonto
Mas as críticas prós meus
Assim destas não encontro
Guardem umas para mim
Prós poetas passarinhos
Que coitados dizem sim
Sim e caem dos seus ninhos
Tantas palminhas meu deus
Que até fico logo tonto
Mas as críticas prós meus
Assim destas não encontro
Guardem umas para mim
Prós poetas passarinhos
Que coitados dizem sim
Sim e caem dos seus ninhos
sábado, 24 de maio de 2008
6.
Porque estava chateado
Não me sentei ao balcão
Tinha cara de finado
De vazio garrafão
E eis que ela me chamou
A menina Poesia
Indignada sussurrou
Que voltava qualquer dia
E eu por ali me fiquei
A remoer a sentença
Ah Camões agora sei
O que é esperar pela tença
Não me sentei ao balcão
Tinha cara de finado
De vazio garrafão
E eis que ela me chamou
A menina Poesia
Indignada sussurrou
Que voltava qualquer dia
E eu por ali me fiquei
A remoer a sentença
Ah Camões agora sei
O que é esperar pela tença
terça-feira, 20 de maio de 2008
Epístola 10
(Continuação da Epístola 9, por gralhas deste vosso escrevedor)
Como é bom dar gralhas gralhas
Como o milho p'rós pardais
Ó Vilaça tu que falhas
E ninguém te dá sinais
Ah português por onde andas
Bem se sabe em alto mar
Vem à terra que tresandas
P'ra essa língua lavar
Como é bom dar gralhas gralhas
Como o milho p'rós pardais
Ó Vilaça tu que falhas
E ninguém te dá sinais
Ah português por onde andas
Bem se sabe em alto mar
Vem à terra que tresandas
P'ra essa língua lavar
Epístola 9
(Continuação da Epístola 8)
Mui querida qualquer coisa
Seu nome não sei dizer
Observe esta ave que poisa
Nas palavras que há p'ra ler
Mas não fuja não se assuste
Não saber não é vergonha
E pergunte embora custe
Antes de largar peçonha
Mui querida qualquer coisa
Seu nome não sei dizer
Observe esta ave que poisa
Nas palavras que há p'ra ler
Mas não fuja não se assuste
Não saber não é vergonha
E pergunte embora custe
Antes de largar peçonha
Epístola 8
(Resposta, a 20.05.2008, a um comentário posto no blog www.euxz.blogspot.com, de O'Senji)
Caixa d'óculos Zarco
Já não chegas à Madeira
Tão miope que é teu barco
Tal como esta timoneira
E mais precisas da lente
Que até o sexo trocaste
Ah Zarco como és valente
Ou pitosga que embarcaste
Caixa d'óculos Zarco
Já não chegas à Madeira
Tão miope que é teu barco
Tal como esta timoneira
E mais precisas da lente
Que até o sexo trocaste
Ah Zarco como és valente
Ou pitosga que embarcaste
domingo, 18 de maio de 2008
Epístola 7
(Resposta agradecendo um comentário à epístola 4, do poeta João Rasteiro)
Muito agradeço a visita
Que ao meu blog o João fez
Gostei da quadra é catita
Escrita em bom português
Até lhe perdoo o sete
Que por ali lhe faltou
Porque a métrica é um frete
Mas que o sem nome enrabou
Muito agradeço a visita
Que ao meu blog o João fez
Gostei da quadra é catita
Escrita em bom português
Até lhe perdoo o sete
Que por ali lhe faltou
Porque a métrica é um frete
Mas que o sem nome enrabou
5.
Regressei da minha aldeia
Onde sou sempre o menino
Mas no meio da alcateia
Desta cidade sem tino
Sou o senhor engenheiro
Que agora é aposentado
É aqui que o mundo inteiro
Quer 'squecer o meu passado
Onde sou sempre o menino
Mas no meio da alcateia
Desta cidade sem tino
Sou o senhor engenheiro
Que agora é aposentado
É aqui que o mundo inteiro
Quer 'squecer o meu passado
Epístola 6
(Resposta a um comentário do poeta José Félix, na lista Escritas, a uma mensagem do poeta Xavier Zarco sobre a utilização dos seus blogs).
Très bien dit mon cher ami
Cada qual toca o seu burro
E por aquilo que vi
O XZ é bem casmurro
Mas sendo ou não a questão
É que segue o seu caminho
Por entre o beijo e o empurrão
Como as uvas para o vinho
Très bien dit mon cher ami
Cada qual toca o seu burro
E por aquilo que vi
O XZ é bem casmurro
Mas sendo ou não a questão
É que segue o seu caminho
Por entre o beijo e o empurrão
Como as uvas para o vinho
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Epístola 5
(Resposta, a 16.05.2008, a um comentário posto no blog www.euxz.blogspot.com, do poeta Xavier Zarco)
Ò triste fado poeta
Que ao seu livro a vela acende
Tanto quis ser o profeta
E agora tudo lhe pende
Tanto alisou a barriga
Para agradar ao umbigo
Que ficou qual pau de espiga
Pondo a pichota em perigo
Epístola 4
(Resposta, a 16.05.2008, a um comentário anónimo posto no blog www.nocentrodoarco.blogspot.com, do poeta João Rasteiro)
Se há cerveja no Terreiro
Ali perto da Sofia
Meu caro João Rasteiro
Que o copo ilumine o dia
É melhor do que estas cristas
Dos sem nome e que das gretas
Só conhecem das revistas
Para onde batem punhetas
Epístola 3
(Continuação da epístola 2.)
Grande Félix é com raça
Que o castelo se conquista
E mais lhe diz o Vilaça
Que não há praça que resista
A uma rima bem tirada
Mas com copo sempre à mão
Bebamos pois de enfiada
O que guarda o garrafão
Grande Félix é com raça
Que o castelo se conquista
E mais lhe diz o Vilaça
Que não há praça que resista
A uma rima bem tirada
Mas com copo sempre à mão
Bebamos pois de enfiada
O que guarda o garrafão
Epístola 2
(Resposta ao poeta José Félix, do grupo, do Yahoo, Escritas, a 13.05.2008, sobre o seu comentário aos textos 0., 1., 2. e 3.)
Mau caro Félix José
Outra medida não sei
Sei esta que está ao pé
Do garrafão que é de lei
Que é de vinho do maduro
A que o martelo deu jeito
Aliás não 'stou seguro
Se levou uva a preceito
Epístola 1
(Resposta ao poeta Jorge Vicente, do grupo, do Yahoo, Escritas, a 13.05.2008, sobre o seu comentário ao texto 1.)
Caro Jorge Vicente
Pois saiba vossa mercê
Que Coimbra não tem dente
Para as nozes que aí vê
Pois nem a postiça safa
Na serenata o doutor
Que aguarda a trança que estafa
P'ra não ir de elevador
Caro Jorge Vicente
Pois saiba vossa mercê
Que Coimbra não tem dente
Para as nozes que aí vê
Pois nem a postiça safa
Na serenata o doutor
Que aguarda a trança que estafa
P'ra não ir de elevador
quinta-feira, 15 de maio de 2008
4.
Venham as palavras todas
Venham todas para a rua
As palavras não me fodas
Têm fases como a lua
Vêm cheias minguantes
Rudes pedras ou rubis
Mas só ficam petulantes
Pela voz de quem as diz
Venham todas para a rua
As palavras não me fodas
Têm fases como a lua
Vêm cheias minguantes
Rudes pedras ou rubis
Mas só ficam petulantes
Pela voz de quem as diz
3.
As vezes que for preciso
Mija fora do penico
Porque há mais mijo que siso
E por esta aqui me fico
Mas mesmo que não ficasse
Outra coisa vos diria
Que mesmo que não mijasse
Muito mijo aqui havia
Mija fora do penico
Porque há mais mijo que siso
E por esta aqui me fico
Mas mesmo que não ficasse
Outra coisa vos diria
Que mesmo que não mijasse
Muito mijo aqui havia
2.
Ria mulher pepsodent
Filha que é de gente fina
Mas não ferre aí o dente
Que eu não quero ser menina
Nem menina nem menino
Dos tais que gostam de dar
O meu furo é pequenino
E é assim que há-de ficar
Filha que é de gente fina
Mas não ferre aí o dente
Que eu não quero ser menina
Nem menina nem menino
Dos tais que gostam de dar
O meu furo é pequenino
E é assim que há-de ficar
1.
Sou da Coimbra futrica
Mas fizeram-me doutor
Ah bela cidade rica
Que bem mereces louvor
Basta um fato de domingo
Sapato bem engraxado
De perfume só um pingo
E já se sai doutorado
Mas fizeram-me doutor
Ah bela cidade rica
Que bem mereces louvor
Basta um fato de domingo
Sapato bem engraxado
De perfume só um pingo
E já se sai doutorado
0.
Aceitei por desafio
Do poeta Xavier
Vir nadar para este rio
E seja o que Deus quiser
Pouco mais tenho que versos
Quais peixes mal amanhados
Alguns são mesmo perversos
Os outros mal encarados
Do poeta Xavier
Vir nadar para este rio
E seja o que Deus quiser
Pouco mais tenho que versos
Quais peixes mal amanhados
Alguns são mesmo perversos
Os outros mal encarados
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